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domingo, maio 13, 2007

A vida que foi não foi



Uma desabrochou, linda exuberante;
a outra dobrou, murchosa despetalante.

A rosa, suave amor;
a amarela, bílis-rancor.

Mas o perfume, rancorosa,
exalava a amarela;

A outra, primavera,
não passava de uma rosa.

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Proposta:
Foto e texto integram o poema como partes indissociáveis, ambos de minha autoria.

quinta-feira, maio 03, 2007

Segredo.

Curte esse segredo.
No teu silêncio.
Não faz barulho, burburinho, olhar-gesto: descomunica-te.
Cala-te verdadeiramente.

Porque só assim você é capaz de saborear uma coisa só tua.
– Amo-te: É lindo o sotaque lusitano...
Apaga, esconde: fecha o caderno.
Não conta a ninguém.

Porque quem conta é você. Nada mais.

25.11.2006

Subi no ônibus